O Início
A Saída do pessoal Operário da Fábrica Confiança (1896), faz parte das primeiras curtas-metragens amadoras portuguesas criadas pelo empresário Aurélio Paz dos Reis, oriundo do Porto. Ela foi uma réplica do filme dos irmãos Lumière, La Sortie de l'usine Lumière à Lyon (1894/1895), que é considerado o primeiro filme e documentário da história do cinema após a descoberta do chamado "pré-cinema".
O empresário organizou alguns espetáculos por Portugal mas não tendo o sucesso desejado vira-se para um país vizinho, o Brasil. Ele era para apresentar o Kinematógrado Português a 15 de Janeiro de 1897 no Teatro Lucinda no Rio de Janeiro mas regressa desiludido com aquilo que encontrou nas suas primeiras imagens animadas filmadas no Brasil na Avenida Rio Branco.
Tendo por base as mesmas influencias, Paz dos Reis e Manuel Maria da Costa Veiga, o futuro exibidor de filmes em Lisboa, são considerados os fundadores do fabrico de imagens animadas em Portugal.
O cinema português por décadas no séc. XX
| Anos 10 |
O Rapto de uma Atriz (1907) é o primeiro filme mudo lançado em Portugal, filmado pelo fotografo João Freire Correia e realizado por Lino Ferreira.
Após o lançamento do mesmo, João Freire Correia, funda a Invicta Film (1912) no Porto que acabou por ter um destaque importante na história do cinema ao estabelecer uma alternância entre Lisboa e Porto na liderança na produção nacional até ao surgimento do filme sonoro.
| Anos 20 |
Em 1918 dá-se o inicio da industria cinematográfica em Portugal, esta por sua vez irá dedicar-se quase exclusivamente à adaptação dos clássicos para o cinema entregando a direção dos projetos a diretores estrangeiros.
Em 1922, Georges Pallu, um cineasta Francês, filma uma adaptação do livro de Eça de Queiroz, O Primo Basílio; também no mesmo ano o género dramático é colocado à prova pelo realizador Francês, Roger Lion, com o filme A Sereia de Pedra.
| Anos 30 |
Leitão Barros, professor, cineasta, jornalista, dramaturgo e pintor português, inicia a década de 30 com humor, numa obra de regime (Lisboa, Crónica Anedótica) e drama (Maria do Mar), a primeira docuficção (documentário + ficção) do cinema português e a segunda etnoficção (documentário etnográfico + ficção) mundialmente conhecida após Moana de Robert Flaherty, cineaste americano.
Leitão Barros é também o responsável por trazer o primeiro filme sonoro aos portugueses, A Severa em 1931.
| Anos 40 |
O Pátio das cantigas (1042) e O Pai Tirano (1941) foram os primeiros filmes portugueses a embarcarem no género comédia e foram realizados, respetivamente, por Francisco Ribeiro e António Lopes Ribeiro.
Após terem inserido o género em Portugal muitos outros filmes se seguiram como Aniki-Bobó de Manoel Oliveira; O Costa do Castelo e A menina da Rádio de Arthur Duarte e, por último, Capas Negras de Armando Miranda.
| Anos 50 |
A década de 50 é caracterizada tanto pela estagnação, com o filme Frei Luís de Sousa, uma continuação do trabalho já anteriormente feito por António Lopes Ribeiro mas também é uma década de mudança com a introdução do neo-realismo no cinema português com Manuel Guimarães a tentar demonstrar o lado mais cru das coisas com os filmes Saltimbancos (1951) e Nazaré (1952).
O filme Nazaré foi ferozmente censurado não chegando a ser aquilo que o seu realizador esperava, o acentuado da nota vanguardista no seu neo-realismo.
| Anos 60 |
Os anos 60 são uma década de continuidade de tudo aquilo que já tinha sido feito anteriormente, não existiram grandes inovações no cinema português.
As Pupilas do Senhor Reitor foi um filme lançado por Perdigão Queiroga, dando uma continuidade ao trabalho e ele já tinha feito até ali.
A primeira rutura com o velho cinema acontece com o filme Dom Robert de José Ernesto de Sousa, tendo como personagem principal um vagabundo que ganhava a vida com teatro de fantoches.
Ernesto de Sousa tenta agitar as águas e suscitar questões de consciência e sentimentos de revolta com as suas obras, acabando por ser preso pela PIDE.
| Anos 70 |
Foi nos anos 70 que apareceu o Novo Cinema com António Macedo e o filme, Nojo dos Cães (1969 estreia a 1970 e proibido pela censura), Uma Abelha na Chuva (1971) de Fernando Lopes e o filme Cerco, conhecidos como os "três filmes do desespero" por terem sido produzidos e criados por fundos pessoais, material emprestado e ajuda de amigos.
A repressão e a censura são aumentadas pelo estado marcelista da época ao ponto de Artur Ramos, encenador, ensaísta, realizador de televisão, tradutor e cineasta, ser atingido pelas armas do regime.
A década foi também marcada pelo uso de novas técnicas, como a utilização de máquinas de filmar de 16 mm c/capacidade de gravação de som sincronizado com a imagem.
| Anos 80 |
| Anos 90 |
Glória (199), primeira obra de Manuela Viegas, marca o fim dos anos 90 e quais são as tendências com que esta década termina.
A década de 90 é marcada pelas influências da Nouvelle Vogue, movimento artístico do cinema francês que era marcado pela juventude dos realizadores e da sua vontade de criar. Esta época tens uns toques também de melodrama juntamente com a tendência realista.
Os retratos de sectores marginais da cidade de Lisboa existem em grande abundância nesta altura.
Século XXI
O séc.XXI, que é aquele em que nos inserimos neste momento também teve as suas evoluções e melhorias e a melhor forma de o verem é partilhando convosco os melhores filmes portugueses lançados desde 2000 até à atualidade. E eles são:
Uau não sabia nada disto 🤩
ResponderEliminarAcho que nunca vi um filme portugûes 🙈